Omar – Mini Flashback Gigante – Parte 2
Duelo de Vida ou Morte!
Omar acordou preocupado, faltava menos de duas horas par o duelo que decidiria sua vida, e sequer tinha bolado uma estratégia, levantou, lavou o rosto e vestiu-se. Decidira que iria confiar em seus instintos, afinal eles nunca o haviam deixado na mão.
Pegou suas armas, enfiou-as no coldre e saiu de casa, alguns passos depois, olhou para sua casa como se fosse a ultima lembrança de um tempo que não voltaria e seguiu para a arena. Todos o aguardavam lá, e não era de bom tom chegar atrasado…
Na arena, estavam somente Omar, seu mestre Zuffa, e o juiz Oggy, o conselheiro do Rei. Oggy, um velho e baixinho senhor, vestido como um antigo clérigo, mas tinha grande influência no Condado de Calamarandava devido à suas posses. Estava segurando uma maleta e no chão ao seu lado havia um baú. Quando viu Omar chegando o cumprimentou e já foi logo dizendo:
- Bem na hora garoto, já estávamos achando que você tinha amarelado. Omar corou mas manteve a compostura, não era hora de se adiantar à Oggy, não ali e nem naquela situação.
Oggy chamou Omar e Zuffa, e olhando para os dois proferiu as seguintes palavras:
- Esse duelo, é uma cerimônia única em nosso condado, quando um garoto desafia seu mestre para a glória ou o esquecimento, o momento de esquecer os jogos de criança e se preocupar com os afazeres dos adultos. Senhores, escolham suar armas, mas antes deixem suas armas comigo! Oggy abriu a maleta e o baú quase que ao mesmo tempo, e pode se ver o que eles guardavam. Na maleta, dois pares de adagas, um par mais longo que o outro…![]()
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No baú havia, um par de espadas e dois conjuntos de arco e flechas. Zuffa se adiantou, pegou a espada, e a adaga longa. Neste momento parecia que todos os olhares se voltaram para Omar, à decisão de qual arma pegar era parte imprescindível do cerimonial.
Omar pegou a pequena adaga e as flechas (deixando o arco no baú). Enquanto isso fora da arena, todos comentavam o que viam, nas arquibancadas o Rei e seus súditos pasmos com a decisão do garoto de apenas 15 anos; Seu pai, que era apenas um comerciante não soube o que dizer quando viu a cena, seu filho mais velho, escolhendo o instrumento de sua morte ou de sua vitória, para ele, e para muitos que ali estavam, foi a escolha mais estúpida do mundo, para que pegar flechas sem um arco, e uma adaga pequena ainda por cima, mas Omar sabia muito bem o que estava fazendo, seria aquele dia que o separaria dos demais garotos de sua idade.
No próximo episódio: Começa o Duelo, Zuffa confiante!
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